De repente, só.
De repente, a solidão.
De repente o aperto no coração,
De repente as mãos a suar,
De repente o coração a acelerar,
E de repente a janela se abre.
De repente a respiração não basta,
De repente a luz se afasta,
De repente tudo se gasta,
De repente a janela aberta,
De repente a corrida,
De repente o impulso,
De repente a ida,
De repente.
De repente: a beleza da cidade.
De repente: a mudança.
De repente: uma vida pela frente.
De repente, alguém dirá:
“Foi de repente.”
Rubens Baptista

