
As coisas são como são
As coisas são como sãoe nós somos como somos. Num mundo de causa e efeito,erra quem espera pelo artificial,faz do milagre uma apostaou se abandona…

As coisas são como sãoe nós somos como somos. Num mundo de causa e efeito,erra quem espera pelo artificial,faz do milagre uma apostaou se abandona…

Vozes da poesia social lusófona (1869–1947) “Não sou nada.Nunca serei nada.Não posso querer ser nada.”…“Hoje estou vencido, como se soubesse a verdade.Hoje estou lúcido, como…

De repente, só. De repente, a solidão. De repente, o aperto no peito, as mãos molhadas, o sangue em disparo, e o ar que não…

Buscam privilégios,condenando à privaçãoos que nunca provaramprivilégio algum. Erguem muros —chamam de escudos. Servem a quem os mantém no escuro,surdos aos gritosde quem já perde…

As lágrimas perdidasna desatenção da alegria.Depois da utopia,apenas a Tristeza sorria. Sorria para quem nada podia:nem chorar,nem querer o diaque em outras lágrimas se perdia.…

Poesia, dor e a difícil aprendizagem da vida simples No início, poesia é para os apaixonados e para os masoquistas. Não para quem quer entender…

Apago o que quero esquecer,apago o que quero guardar.Apago o que ainda posso ver,apago para desamar. Apago para não me perder,apago para não voltar lá.…

Não há mais pardais. Garoa, não há mais. Calaram-se as bancas de jornais, e nem jornais há mais. Tudo da memória escorre para o esquecimento;…