Categoria Poíesis

Homem de cabelos brancos diante de uma janela fechada, com seu reflexo sobreposto à cidade de São Paulo iluminada à noite, em ilustração art déco.

Ímpetos de um mau gênio

Entre a falta de ar e a cidade acesa, um ruído se transforma em riso. A vida chamava havia tempo e, talvez, ainda pudesse ser escutada.

Ilustração editorial inspirada em Tolos, mostrando uma composição geométrica com muralhas, fechadura distante, fragmentos caídos e figuras prostradas diante de um caminho bloqueado.

Tolos

Muitos ainda erguem muros em troca de privilégios e descobrem, tarde demais, que a chave do poder jamais esteve destinada a todos.

Ilustração editorial inspirada em Círculos, com composição geométrica abstrata em tons de azul, laranja e creme, formando um rosto melancólico e estruturas circulares repetidas.

Círculos

Entre tristeza, alegria e utopia, o poema percorre as voltas da memória e aquilo que perdemos enquanto a vida passa despercebida.

Homem sentado no chão de uma casa escura enquanto a luz de uma janela com ipê-amarelo alcança a mesa com café e pão.

Os que sentem demais

Depois de transformar amor em vertigem e dor em poesia, resta o chão. E, nele, o ar, a luz, o café e a inesperada dignidade da vida simples.

Ilustração editorial inspirada em Apago, mostrando um homem de cabelos brancos em composição geométrica, com parte do corpo se dissolvendo em fragmentos entre luz e sombra.

Apago

Esquecer para permanecer: apagar o que dói sem permitir que, com a memória, desapareça também quem somos.

Jovem diante de um pardal em uma São Paulo enevoada, entre memória urbana, ausência e transformação.

Em São Paulo

São Paulo cresce enquanto perde seus pardais, sua garoa e sua intimidade. Um poema sobre memória urbana, indiferença e o desaparecimento do lar.