Buscam privilégios,
condenando à privação
os que nunca provaram
privilégio algum.
Erguem muros —
chamam de escudos.
Servem a quem os mantém no escuro,
surdos aos gritos
de quem já perde a voz.
Queriam privilégios.
Jazem agora despojados,
aos pés
de quem lhes prometeu a chave.
Mas ela permanece
nas mesmas mãos.
Nunca foi
para todos.
Tolos.
Texto e arte: Rubens Baptista
Publicado na seção Poíesis — arte, filosofia e cotidiano.
Leituras recomendadas
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A cidade que cresce enquanto perde sua alma doméstica: outro poema sobre desaparecimento, indiferença e desaprendizado humano. - Os que sentem demais
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Um clássico sobre coragem, obediência e sacrifício — leitura poderosa para pensar os que avançam por ordens que não compreendem.
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